Gerar energia elétrica através do sol ou do vento já é mais barato que utilizar carvão ou gás natural em alguns países

Produção de energia solar e eólica. Foto: Pixabay.

Não é de hoje que empresas e organizações investem em pesquisas e novas tecnologias para reduzir os custos da produção de energia elétrica através de fontes renováveis, que não agridem o meio ambiente da forma como os meios mais populares utilizados hoje em dia fazem.

Recentemente, a WEF (World Economic Forum) informou que, em mais de 30 países, os custos para transformar energia solar e eólica em energia elétrica diminuiu a ponto de ficarem iguais ou abaixo dos custos para geração de energia elétrica através de combustíveis fósseis, como o carvão ou gás natural.

Michael Drexler, chefe do setor de investimentos a longo prazo da WEF, diz que “as energias renováveis atingiram um “tipping point” (ou seja, um ponto em que uma série de pequenas mudanças se tornaram significantes o suficiente para causar uma mudança maior e mais importante) e que isso resulta na melhor chance de reverter o aquecimento global.

“As energias eólica e solar se tornaram muito competitivas e seus custos continuam a cair. Não é só uma opção comercialmente viável, mas uma oportunidade de investimento a longo prazo irresistível.”

Um estudo realizado pela instituição aponta que essa redução de custo foi possível, em grande parte, devido aos ganhos atingidos com o avanço da tecnologia utilizada. Informa também que em 2015, os investimentos em energias renováveis ultrapassaram pela primeira vez os investimentos em fontes convencionais, sendo liderados por países maiores da Ásia, como a China.

No Brasil

Elbia Silva Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), disse em entrevista que a geração de energia eólica é a segunda mais barata do país (ficando atrás apenas da energia hídrica) e é também a mais barata do mundo.

Ela afirma que uma máquina que na Europa e Estados Unidos tinha de 28% a 30% de fator de produtividade, aqui bateu os 50%, graças aos nossos ventos. Segundo Elbia, os melhores potenciais de produção estão concentrados nas regiões sul e nordeste mas que a energia é levada ao resto do país através do sistema de transmissão já existente.

Parque eólico. Foto: Pixabay.

Sobre o incentivo à produção de energia solar, o BNDES mudou esta semana a metodologia para facilitar o incentivo à geração de energia por parte de empresas do setor. A mudança simplifica as regras de financiamento e eleva a participação do BNDES nos financiamentos, principalmente para as micro, pequenas e médias empresas. O objetivo é fortalecer o apoio do banco para ajudar a consolidar o mercado e a indústria de energia solar fotovoltaica no Brasil.

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