Projetos utilizando embalagens de leite mudam a vida de famílias no Brasil

Foto: Acervo pessoal dos jovens do Ceará.

Um projeto recente de dois irmãos cearenses chamou a atenção para a reutilização das embalagens de “leite longa-vida”. Diego e Gabriellen de Vasconcelos, gêmeos, desenvolveram um projeto para reduzir a temperatura dentro das casas na região de Aracati, cidade que fica a aproximadamente 150km de Fortaleza (CE).

A ideia dos alunos do curso de Petroquímica do IFCE, é criar um forro com as embalagens abertas e colocá-lo abaixo das telhas e entre a estrutura de madeira do telhado para diminuir a temperatura do ambiente.

Os irmãos Diego e Gabriellen. Foto: Acervo pessoal dos jovens.

Apesar de não ser um projeto pioneiro, ideias assim sempre chamam atenção pela simplicidade e abundância do material para a montagem das mantas térmicas. Cerca de 12 caixas são necessárias para fazer 1m² do forro.

Segundo um estudo realizado em 2001 pela unicamp (sim, há 16 anos), as embalagens são capazes de refletir até 95% da radiação infravermelha do sol e, com isso, reduzir aproximadamente 9ºC a temperatura no interior do ambiente.

Proteção também contra o frio

Se no Ceará as famílias sofrem com as altas temperaturas, no Rio Grande do Sul o problema é outro. Lá, as famílias socialmente vulneráveis que sofrem com infiltrações de água e de vento gelado em suas casas, estão utilizando os forros feitos com as caixas de leite para isolar não só o teto, mas também as frestas das paredes e piso. Dessa forma o interior da casa fica mais aquecido e com muito menos insetos.

Em Passo Fundo (RS), a iniciativa de utilizar as caixas como isolante térmico foi da professora de química Maria Luísa Camozzato, que fundou a ONG Brasil sem Frestas, que faz o trabalho de confecção e aplicação das chapas, com o principal objetivo de levar saúde para as pessoas por meio do aumento do conforto térmico, além de contribuir com o meio ambiente e a saúde pública, retirando um material de difícil decomposição das ruas.

Veja uma reportagem feita:

Outras instituições e grupos tem tomado a iniciativa de replicar o projeto tão útil e viável em todas as partes do país, como é o caso da Cruz Vermelha com o projeto João de Barro, em Santa Maria (RS).

Apesar de não ser nenhuma novidade, projetos assim precisam de mais divulgação e iniciativas de aplicação. Compartilhe e inspire outras pessoas.

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